Silêncio não é uma opção. Denunciar é proteger você e outras mulheres.

Não precisa de palavras. Um gesto basta.

Em mais da metade dos casos, o autor foi companheiro ou ex-companheiro da vítima.

81% dos casos ocorreram dentro de casa.

Feminicídio é o assassinato de mulheres motivado pelo gênero, geralmente ligado à violência doméstica, discriminação ou desprezo à condição feminina. No Brasil, é considerado uma forma qualificada de homicídio, com pena mais severa.

Em 2023, foram registrados 1.463 casos de feminicídio no Brasil.

Isso equivale a 4 mulheres mortas por dia por serem mulheres.

Feminicídio

O símbolo internacional de denúncia é muito mais do que um gesto com as mãos, ele é um grito silencioso por socorro. Criado para ser simples, rápido e discreto, permite que mulheres em situação de violência peçam ajuda sem chamar a atenção do agressor. Reconhecer e divulgar esse sinal é vital: pode ser a diferença entre o silêncio do medo e a chance de salvar uma vida.

A importância do movimento internacional de denúncia

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) assegura que toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 reforça esses princípios ao garantir a dignidade da pessoa humana, a igualdade entre homens e mulheres e a inviolabilidade do direito à vida. Portanto, qualquer forma de violência contra a mulher, especialmente o feminicídio, é uma violação direta dos direitos fundamentais assegurados nacional e internacionalmente.

Seus Direitos

A conscientização é fundamental para o combate à violência de gênero, pois leis e punições, por si só, não bastam. É preciso promover uma mudança cultural que questione estereótipos, rompa com a naturalização da violência e incentive relações de respeito e igualdade. Campanhas educativas têm papel central nesse processo, pois informam a população sobre os direitos das mulheres e os canais de denúncia, sensibilizam para a identificação de sinais de violência, mobilizam comunidades, escolas, empresas e famílias a atuarem como redes de proteção e contribuem para a transformação de mentalidades. Ao educar a sociedade, ampliamos o diálogo, incentivamos a denúncia e fortalecemos a cultura da não violência, assegurando que mais mulheres possam viver com dignidade, segurança e liberdade.

Conscientização

Sua denúncia ecoa

E sua coragem inspira

O gesto substitui uma denúncia formal?

Não. O gesto é um pedido de ajuda inicial. Ele deve ser entendido como um alerta para que alguém próximo acione as autoridades competentes ou ofereça suporte para que a vítima faça a denúncia.

O que devo fazer se alguém fizer esse sinal para mim?

Não confronte o agressor nem reaja na hora. Procure uma forma segura de entrar em contato com a vítima em particular e pergunte se ela precisa de ajuda. Se houver risco imediato, acione a polícia (no Brasil, ligue 190) ou os canais de denúncia (como o 180).

Preciso ter provas para denunciar?

Não. A denúncia pode ser feita com base no relato da vítima ou no testemunho de quem presenciou. A investigação é de responsabilidade da polícia e da Justiça.

A denúncia pode ser anônima?

Sim. No Brasil, é possível denunciar de forma anônima pelo telefone 180 ou em delegacias, preservando a identidade de quem denuncia.

O que acontece depois que faço a denúncia?

As autoridades investigam o caso, podem aplicar medidas protetivas (como afastamento do agressor), oferecer apoio psicológico e jurídico à vítima e dar andamento ao processo criminal contra o agressor.

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